O Pobre de Pedir | de Raúl Brandão
Detalhes da Obra
Título:
O Pobre de Pedir
Autoria:
Raúl Brandão
Detalhes do Artigo
Estado:
Novo / Selado
Capa:
Mole
Editora:
A Bela e o Monstro
Coleção:
-
Edição:
Edição fac-similada
Ano de edição:
-
Páginas:
200
Idioma:
Português
ISBN:
-
Sinopse
"Espero pelo dia - mesmo na cova o espero - em que acabe a exploração do homem pelo homem".
Raul Brandão tinha apenas um grande "sonho" e descreveu-o assim nas suas Memórias, o terceiro volume onde faz o Balanço à vida.
Pede também mais justiça, mais pão e mais reflexão.
150 anos após o seu nascimento, o seu sonho, o seu desejo, continua tão actual como nos séculos passados.
O escritor "assombrado pela ideia da morte" tinha na justiça o seu sonho, fruto da observação da vida dos pobres, espelhando-o em toda a sua obra, tendo-se tornando num grande intérprete da vida íntima e da trágica condição portuguesa: "A vida antiga tinha raízes, talvez a vida futura as venha a ter.
A nossa época é horrível porque já não cremos - e não cremos ainda.
O passado desapareceu, de futuro nem alicerces existem.
E aqui estamos nós sem tecto, entre ruínas à espera".
Uma escrita permanentemente angustiada que pôs em causa as concepções literárias vigentes na altura.
Foi influenciado pelas correntes do Realismo, do Naturalismo, do Simbolismo e do Decadentismo, e por isso mesmo sua obra é considerada excêntrica, onírica, idealista, lírica e influenciou autores tão diversos como Vergílio Ferreira, José Saramago, Maria Gabriela Llansol, José Luís Peixoto ou Rui Nunes.
150 anos depois do seu nascimento, foi lançada a colecção Raul Brandão 150 Anos.
Ao todo são oito títulos essenciais para compreender o trabalho do autor que são recuperados nas suas edições originais fac-similadas.
O Pobre de Pedir, escrito poucos meses antes da sua morte e com edição póstuma, acabou por cair no esquecimento, até à sua reedição no ano passado.
Nele, sentindo o momento a aproximar-se, o autor recorreu à acção para se confrontar com a própria mortalidade, mas acima de tudo para fazer um balanço honesto e sentido à forma como vivera.
Raul Brandão dedicou toda a sua vida à escrita e deixou uma obra única no contexto da literatura nacional.
É considerado um dos maiores escritores portugueses, embora pouco lido, tendo ficado ensombrado pela presença de Fernando Pessoa no panorama literário da época.
Uma obra de singular liberdade criativa, para ler e descobrir.
Críticas de Imprensa
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| Marca | A Bela e o Monstro |
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